Gull Sølv · Preço do trigo
Cotação em tempo real · CBOT ZW=F

Preço do trigo hoje –
Cotação CBOT em tempo real por tonelada (EUR)

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EUR por tonelada (MT) · sem IVA
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Calculadora do preço do trigo – trigo mole, trigo para ração e trigo duro

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Histórico do preço do trigo em EUR por tonelada

CBOT Trigo (ZW=F) — EUR/MT

Preço do trigo por unidade hoje

UnidadePreço (EUR)Preço (USD)
Por tonelada (MT)––
Por 100 kg––
Por kg––
Por bushel (CBOT)––

Preços do trigo por tipo – por tonelada

Trigo mole
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Panificação · ≥11% proteína
Trigo para ração
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Aprox. −12% vs. trigo mole
Trigo duro
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Massa/sêmola · importação

O que determina o preço do trigo por tonelada?

O preço mundial do trigo forma-se principalmente em dois mercados de futuros: o CBOT (Chicago Board of Trade) para o trigo Soft Red Winter americano (ticker ZW=F, cotado em US cents por bushel) e o MATIF (Euronext Paris) para o trigo mole europeu (cotado em euros por tonelada). Para importadores portugueses, ambas as referências são relevantes, dado que Portugal importa trigo principalmente de países europeus e de mercados internacionais como a Argentina e o Mar Negro.

Portugal é um price-taker no mercado internacional do trigo: sem produção nacional significativa, o país está totalmente exposto às oscilações dos preços mundiais estabelecidos no CBOT e no MATIF. Uma variação de 10% no preço do trigo em Chicago ou Paris tem um impacto direto e praticamente imediato nos custos de produção das moagens e padarias portuguesas.

Portugal: quase 100% dependente das importações

Portugal produz apenas 100 000 a 200 000 toneladas de trigo por ano, o que cobre menos de 10% do consumo nacional. O restante é importado, principalmente através dos portos de Leixões (Porto) e Setúbal, que são os principais terminais de cereais no país. Os fornecedores principais são a França, a Alemanha, a Argentina e, antes de 2022, países do Mar Negro como a Ucrânia.

Geopolítica e o corredor do Mar Negro

A Rússia e a Ucrânia representavam juntas mais de 30% das exportações mundiais de trigo antes de 2022. A invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 provocou uma subida acentuada dos preços do CBOT para máximos históricos acima de 1.300 USX por bushel. Portugal, como importador líquido, sofreu diretamente este impacto: o preço do pão e da farinha aumentou significativamente em 2022–2023, contribuindo para a inflação alimentar que afetou os consumidores portugueses.

IVA sobre o trigo em Portugal
O pão e os cereais básicos destinados ao consumo humano estão isentos de IVA (taxa de 0%) em Portugal, sendo considerados bens alimentares essenciais. A taxa normal de IVA é de 23% e aplica-se a outros produtos não enquadrados como bens essenciais. Todos os preços nesta página são sem IVA.

O mercado do trigo em Portugal: portos, ANCOSE e cultura do pão

Portugal tem uma longa tradição de cultura do pão, com variedades únicas como o pão de forma, o pão alentejano e a broa (pão de mistura de trigo e milho, típico do Minho e do norte do país). Esta cultura gastronómica faz do trigo uma matéria-prima estratégica para a indústria alimentar portuguesa, apesar da escassez de produção nacional.

Portos de Leixões e Setúbal — as entradas do trigo em Portugal

O porto de Leixões, junto ao Porto, e o porto de Setúbal, a sul de Lisboa, são os principais pontos de entrada de cereais importados em Portugal. Estes terminais dispõem de infraestruturas de armazenagem em silos e de equipamentos de descarga de navios graneleiros, essenciais para garantir o abastecimento contínuo das moagens nacionais. A capacidade e eficiência destes portos influenciam diretamente os custos logísticos do trigo importado.

ANCOSE e o acompanhamento do mercado cerealífero

A ANCOSE (Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares, setor de cereais) acompanha os preços e fluxos do mercado cerealífero português, publicando dados de referência para os operadores do sector. Historicamente, a Bolsa de Mercadorias de Lisboa serviu como referência para preços de cereais em Portugal, embora hoje o mercado seja dominado pelas cotações internacionais do MATIF e do CBOT.

Trigo mole vs. trigo duro — distinção fundamental

Em Portugal, tal como nos restantes países europeus, distingue-se entre trigo mole (Triticum aestivum), usado na produção de farinha para pão e pastelaria, e trigo duro (Triticum durum), destinado à produção de massa e sêmola. Portugal não produz trigo duro e depende inteiramente das importações para o abastecimento da indústria de massas alimentícias.

Perguntas frequentes sobre o preço do trigo

O preço do trigo por tonelada em euros é atualizado automaticamente a cada 15 minutos nesta página. É calculado a partir dos futuros CBOT ZW=F, convertido em EUR através da taxa de câmbio em tempo real. Consulte o indicador no topo da página para a cotação atual.

Não. Portugal produz apenas cerca de 100 000 a 200 000 toneladas de trigo por ano, cobrindo menos de 10% do consumo nacional. O país depende quase totalmente das importações, principalmente de França, Alemanha, Argentina e países do Mar Negro. Portugal é um price-taker no mercado internacional, sem capacidade de influenciar os preços globais — qualquer variação no CBOT ou MATIF repercute-se diretamente nos custos das moagens e padarias portuguesas.

Os principais portos de entrada de trigo em Portugal são Leixões (junto ao Porto) e Setúbal (a sul de Lisboa). Estes terminais dispõem de silos de armazenagem e equipamentos de descarga de navios graneleiros, sendo essenciais para o abastecimento das moagens nacionais. A capacidade logística destes portos influencia diretamente os custos de importação do trigo em Portugal.

Em Portugal, o pão e os cereais básicos destinados ao consumo humano estão isentos de IVA (taxa de 0%), sendo considerados bens alimentares essenciais. A taxa normal de IVA é de 23% e aplica-se a outros produtos não enquadrados como bens essenciais. Todos os preços nesta página são sem IVA.

O trigo mole (Triticum aestivum) é utilizado para produzir farinha destinada a pão, bolos e pastelaria. O trigo duro (Triticum durum) é a matéria-prima para a massa alimentícia e a sêmola. O trigo duro tem um teor de proteínas mais elevado e uma estrutura diferente do glúten. É geralmente 10–20% mais caro que o trigo mole e é produzido principalmente no Canadá, Austrália, EUA e nos países mediterrâneos. Portugal não produz trigo duro e depende inteiramente das importações.

A guerra da Rússia contra a Ucrânia em 2022 interrompeu os fornecimentos de trigo do Mar Negro, uma região que representava mais de 30% das exportações mundiais. Portugal, como importador líquido, sentiu diretamente este impacto: os preços da farinha e do pão aumentaram 20–30% em 2022–2023, contribuindo para a inflação alimentar mais elevada em décadas. As moagens portuguesas tiveram de procurar novos fornecedores em França, Alemanha e Argentina, frequentemente a custos mais elevados.

O CBOT (Chicago Board of Trade) é a maior bolsa de matérias-primas agrícolas do mundo. O contrato de futuros ZW=F é o ticker para o trigo Soft Red Winter americano, cotado em US cents por bushel. Embora Portugal importe principalmente trigo europeu, o CBOT serve como referência global e influencia indiretamente os preços no MATIF europeu através de mecanismos de arbitragem. Uma subida no CBOT tende a arrastar os preços europeus numa direção semelhante.

O CBOT (ZW=F) cota o trigo Soft Red Winter em US cents por bushel, no mercado americano. O MATIF cota o trigo mole europeu em euros por tonelada, a partir de Paris. Para os importadores portugueses, o MATIF é geralmente a referência mais direta, pois Portugal importa principalmente trigo europeu de França e Alemanha. Os dois mercados estão fortemente correlacionados mas podem divergir 10–30 USD/tonelada em função das condições regionais de produção e transporte.

O preço do trigo por quilograma obtém-se dividindo o preço por tonelada por 1000. Para um preço de mercado de 200 €/tonelada, o preço por kg é 0,20 €. Para conhecer o preço ao kg em tempo real, consulte a tabela de preços nesta página ou use a calculadora selecionando "Quilograma" como unidade.

A ANCOSE (Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares) acompanha os preços e fluxos do mercado cerealífero em Portugal, publicando dados de referência para operadores do sector. Historicamente, a Bolsa de Mercadorias de Lisboa serviu como referência para os preços de cereais em Portugal, embora hoje o mercado seja dominado pelas cotações internacionais do MATIF e do CBOT, que os importadores portugueses seguem de perto.

O WASDE (World Agricultural Supply and Demand Estimates) é o relatório mensal do USDA sobre a oferta e a procura mundial de cereais e sementes oleaginosas. É publicado na segunda quinta-feira do mês e frequentemente provoca as maiores reações de preço no mercado do trigo. Revisões inesperadas das estimativas de produção podem fazer mover o preço CBOT 3–6% no dia da publicação, afetando diretamente os custos de importação para Portugal.

O preço do trigo segue padrões sazonais típicos: é frequentemente mais baixo em julho–agosto (colheita no hemisfério norte, grande oferta) e tende a subir em direção ao inverno. A primavera (abril–maio) é crítica: seca ou invernos frios nos EUA, Europa ou Rússia podem fazer disparar os preços rapidamente. O hemisfério sul (Argentina, Austrália) colhe em dezembro–janeiro, fornecendo oferta adicional nos meses de inverno europeu.

A broa é um pão tradicional português típico do norte do país (Minho e Trás-os-Montes) feito com uma mistura de farinha de milho e farinha de trigo. A proporção varia, mas geralmente contém entre 30% e 60% de farinha de trigo. É um exemplo da cultura gastronómica portuguesa que utiliza o trigo como componente importante da panificação tradicional. O preço da farinha de trigo influencia diretamente o custo de produção da broa e de outros produtos de panificação portugueses.

1 bushel de trigo = 60 libras = 27,2155 kg. 1 tonelada métrica de trigo = 36,7437 bushels. Para converter o preço CBOT em US cents por bushel em USD por tonelada, multiplique por 36,7437 e divida por 100. Exemplo: 600 USX/bushel × 36,7437 / 100 = 220,46 USD/MT.